Sunday, May 06, 2007

Estonia e a sombra soviética

Terão visto nas notícias há duas semanas atrás os relatos de motins em Tallin, a capital da Estónia.

Por acaso estava lá na altura em que isso aconteceu, mas felizmente não tive contacto com os incidentes em primeira-mão.
Fui agora pesquisar sobre os acontecimentos e quero partilhar o que encontrei.

Na Estónia, foi decidido que uma estátua em bronze de um soldado do Exército Vermelho (exército soviético durante a Segunda Guerra Mundial) deveria ser removida da sua localização, na capital do país - Tallinn, para um cemitério militar.

Pacífico, poderíamos pensar...

E daí... surgiram os motins por parte da juventude russa, o "bloqueio" da embaixada da Estónia em Moscovo e uma "fúria oficial" por parte da Rússia.

Enquanto que para a Rússia a estátua era vista como um símbolo dos seus sacrifícios na Segunda Guerra Mundial contra a Alemanha Nazi, para a população da Estónia, tratava-se de um símbolo de 50 anos de ocupação soviética.

Vejam esta parte de uma notícia.
Ou leiam a tradução/resumo aqui:

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O ministro dos négocios estrangeiros Sergei Lavrov ligou a Urmas Paet (o seu "correspondente" Estoniano) na quarta-feira para o avisar das "sérias consequências negativas" da realocação do memorial.

Uma fonte industrial russa disse que a Russia iria cortar as exportações de petróleo através da Estónia nos próximos 1-2 meses e iria aumentar as exportações através do porto russo de São Petersburgo.

O primeiro ministro da Estónia Andrus Ansip disse à Reuters numa entrevista em Tallinn que o seu país podia aguentar com quaisquer sanções impostas pela Rússia: "Não estamos muito dependentes da economia Russa," disse ele.

A Estónia recebeu mensagens de apoio por parte da União Europeia, da NATO e dos Estados Unidos durante a disputa, particularmente sobre os protestos na sua embaixada em Moscovo.

"A Rússia está a agir como se a União Soviética ainda existisse," (Urmas Paet)

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Esta Rússia preocupa-me. Não só pela notícia da redução da liberdade de expressão, que partilhei no outro dia, mas também agora por sacar do "petróleo como arma" e ameaçar um país independente.

Isto está bonito, ai está, está.

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