Memos num regime em que os dirigentes são eleitos por sufrágio universal continua a haver o perigo da informação disponibilizada à população estar enviesada ou censurada. Apenas com informação correcta podem ser feitas decisões informadas. Uma decisão feita sem que toda a informação esteja disponível não será "certamente" a melhor. Opino que um indivíduo recebe a informação que usa para se "definir como adulto" durante os primeiros 20 anos da sua vida. Depois disso, o mais comum é a manutenção da crença que o "eu" é imutável, criando-se assim defesas contra ideias diferentes das crenças estabelecidas durante a fase inicial da vida.
Torna-se necessário:
- garantir acesso a ensino que ensine a pensar;
- garantir nesse ensino:
- ferramentas para pensar;
- factos não enviesados;
- uma ética humanista;
Atenção: não queremos vender um peixe diferente daquele que estava à venda antes, mas sim ensinar a "escolher" o peixe que lhes vão vender ao longo das suas vidas.
Exemplos de que isto não está a ser feito:
- Relatos de censura nos livros de história japoneses relativamente a massacres na II Guerra Mundial - encontrei informações contraditórias quanto a isto;
- Relatos de que em Portugal se ensina que os espanhóis foram enganados aquando da rectificação do tratado de Tordesilhas, e em Espanha se ensina o contrário;
- O ódio ainda presente entre polacos e alemães/russos;
Mesmo enquanto pequenos já generalizamos e fazemos as nossas pequenas "teorias de tudo", perguntem a uma criança porque voam os aviões e mesmo sem saber é provável que obtenham uma resposta. Este funcionamento do nosso cérebro, quando não exploramos as razões pelo que acreditamos nas coisas, acaba por ser responsável por essa aura de vingança ou contas por ajustar entre nações, mesmo anos depois das pessoas que estiveram efectivamente em disputa já não estarem entre nós.
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