Sunday, May 27, 2007

Matemática e Língua

A meio da visita guiada por Berlin a guia começou a contar os visitantes - para garantir que não deixava ninguém para trás.
Do nada, eis que trocou de inglês para francês enquanto debitava números.

Esta é uma ideia que me tem acompanhado ao longo de muitos anos e que nunca registei ou debati com quem percebe da coisa:
Qual a melhor língua para aprender matemática?

Será que podemos encontrar uma relação entre capacidades matemáticas nas pessoas e a língua que é usada para expressar os números?

E ainda... não relacionado com a língua:
Será que a abordagem construtiva que é usada para ensinar matemática é a melhor?
Clarificando:
  • ensinamos a contar pelos dedos;
  • ensinamos a multiplicação como operação a seguir à soma;
Quando tive as cadeiras de Sistemas Digitais e Arquitectura de Computadores fiquei a par como é que os processadores fazem as mesmas operações que nós: exactamente da mesma maneira estúpida que nós... mas mais rapidamente.
Depois lembro-me dos casos de pessoas que são verdadeiros génios - capazes de realizar operações matemáticas absurdamente complexas instantaneamente.
Como é possível?!?

Como é óbvio não tenho uma resposta, mas no seu lugar... tenho uma opinião. :)
"O cérebro é um equipamento altamente complexo. Com os seus milhões de neurónios, é demasiado complexo para ser descrito apenas pelo ADN. A génetica
controla a disposição geral do cérebro, mas a maioria das conexões são resultado
do ambiente. Antes do nascimento, isto significa que utilização de drogas,
doenças e nutrição têm o papel não-genético mais importante. Após o
nascimento, no entanto, é quando as bases da inteligência são definidas. À
nascença o cérebro está longe de estar completamente desenvolvido. As conexões
que se vão realizar dependem dos padrões de utilização dos neurónios. Nesta
questão é certo que o cérebro da criança se vai sintonizar com o seu ambiente. É
aqui que a genialidade começa."

Este texto foi extraído de um artigo publicado na revista Autism-Asperger's Digest, na sua edição de Julho-Agosto de 2002.

Mas voltando à minha opinião/sugestão... :)
Sabendo que há malta que é capaz de olhar para uma mesa cheia de berlindes e dizer quantos lá estão sem pestanejar, e outros capazes de colossos matemáticos igualmente espantosos, que tal explorarmos como é que essas pessoas fazem essas coisas e instituirmos os resultados no actual sistema de ensino?

E já que se iria gastar uns cobres na pesquisa aproveitava-se e metia-se malta de nacionalidades diferentes no processo, dando assim também resposta à minha primeira pergunta. :)

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