Friday, July 27, 2007

Bae Hyung-kyu

Era o nome do koreano de 42 que foi assassinado hoje.

Ele e 23 dos seus colegas foram raptados por soldados Taliban enquanto faziam trabalho humanitário no Afeganistão. Os seus 22 colegas continuam vivos, mas marcados para morrer.

Usem a vossa voz para mostrarem o vosso ultraje para com este desrespeito pela vida humana.
Assinem a petição e divulguem esta história pelas pessoas que vos rodeiam.

Se quiserem ler um pouco mais podem ler esta notícia.

Thursday, July 26, 2007

Post Verde - Parte I

Uma das minhas leituras rss-ianas é o blogEccoGeek. :P

De tempos a tempos vou postar aqui coisas giras/interessantes/geeks que encontre por lá para que vocês não se tenham que preocupar com isso. :D
Agora a sério... se não se preocuparem em procurar a informação por vocês também não os quero como leitores. Vá baza man!

Quem tiver por hábito cagar poderá achar este artigo interessante.
Quem estiver dentro da "cena das batatas" poderá querer ler este outro artigo.
Quem tiver telemóveis usados para trocar por guito poderá achar esta empresa apelativa (provavelmente apenas nos states, mas giro nonetheless).

E agora é com muita alegria que me envolvo no processo cooperativo do bloganço. Algures no meio do O petróleo barato acabou, o que podes TU fazer acerca disso? o meu amigo António diz que uma das coisas que podemos fazer é "Investir em empresas que estão a construir os seus modelos de negócio à volta das energias alternativas, é um bom investimento no longo prazo.".
Para quem estiver interessado em fazê-lo, podem usar o NASDAQ Clean Edge U.S. Index para seguir a performance das companhias que produzem, desenvolvem, distribuem ou instalam tecnologias de "energia limpa" (listadas nos states).

Se quiserem dar umas gargalhadas educativas vejam estes vídeos acerca de um gajo que quer mudar o mundo. Brutal! :)

E é tudo por hoje!

Wednesday, July 25, 2007

Este admirável mundo novo

Era uma vez, um mundo onde saindo à rua se viam as estrelas no céu, onde as pessoas olhavam o céu e se interrogavam acerca daquela estranha tela escura com pontos iluminados.

Nesse mundo as perguntas partiam do indivíduo, e julgo que não seria estranho perguntar a um amigo:
"Olha lá, alguma vez pensaste o que está lá em cima?"

Esse mundo foi uma vez. E nunca mais voltou.

Hoje temos luzes na rua a ocultar a mística das estrelas. Correcção: qual mística?!?
Toda a gente sabe que os pontos iluminados são estrelas iguais ao nosso Sol!
Não precisamos de nos preocupar a pensar nisso, já foi descoberto...
Aliás... não temos de perder tempo a pensar em nenhuma dessas coisas. Ao nascermos já temos à nossa espera uma enorme herança de pares pergunta-resposta!
Infelizmente, isso significa que perdemos a oportunidade de chegarmos por nós mesmos às perguntas importantes. A maioria já foi respondida e a resposta é-nos vendida mesmo antes de nascer em nós a dúvida.
Quanto às perguntas que estão por responder, também não precisamos de nos preocupar com essas. Os peritos da área está a tratar da coisa! Ciência para os cientistas, medicina para os médicos, obras para os construtores, história para os historiadores, filosofia para os filósofos!

Dito isto...
- "O que queres ser quando fores grande?"
- "Não sei... :\"
- "Ok... não faz mal. Primeiro tens de estudar durante 9 anos e depois logo se vê."
(passados 9 anos)
- "Já sabes o que queres ser quando fores grande?"
- "Não sei bem... acho que gosto de ciências."
(vai para o curso de ciências durante 3 anos)
- "Parabéns! Acabaste o 12º ano. O que vais fazer agora?"
- "Não sei bem... Os meus pais querem que continue os estudos..."
- "E tu? O que é que queres?"
- "Não sei... se calhar vou para este curso."
(5/7 anos no curso decorridos e já com 24 anos de idade)
- "Agora onde vais trabalhar?"
- "Não sei, estive a mandar currículos. Estou à espera de resposta."

A história fica por aqui mas muitos sabem como a coisa continua.
A pergunta "o que é que queres ser quando fores grande?" vai sendo adiada ano após ano até que se apaga da lista de perguntas importantes. E a própria pergunta tem efeitos nefastos porque mistura "o que a pessoa vai ser" com uma profissão - de certa forma reduzindo o potencial de uma vida humana à realização de uma [única] tarefa.

Fechando a loja... acho que de certa forma temos um admirável mundo novo (só é pena que seja um mundo sem soma).

Partidos políticos

Partido - uma palavra que pode ser usada como um substantivo (s.m., conjunto de pessoas que seguem as mesmas ideias, especialmente em política) ou como adjectivo (adj., que se partiu; feito em pedaços; quebrado;).

No caso de partidos políticos, a utilização da palavra é feita como substantivo, sendo que as ideias podem ser de esquerda, direita e afixadas por centro ou extrema dando assim origem às várias posições políticas que conhecemos.

Na prática acho que a realidade política é melhor descrita se olharmos para "partido" como um adjectivo. Temos um conjunto de pessoas que [supostamente] representam os interesses do resto da população e que depois... por alguma razão histórica estão divididas em pequenos blocos.

Esta cisão em blocos acaba por marcar as pessoas como tendo uma determinada ideologia e mistura as suas ideias com a ideologia. Ataques às pessoas e ideologia são também misturados enquanto os vários blocos investem tempo na luta pelo poder para o partido.

Neste contexto torna-se difícil que "a oposição" faça mais que fazer oposição. Não estou bem a ver a oposição a agarrar numa ideia do governo, descobrir os pontos fracos e sugerir melhorias. Afinal... se o fizesse era o governo que ficava bem visto e depois as pessoas ficavam contentes com o governo e puxa! Nunca mais era a vez deles de governar! :(

Em vez de cooperarem para avançar, os representantes perdem tempo em discussões e debates.
Podemos pensar que é necessário debate de ideias para que as pessoas cheguem a um consenso e as coisa possam avançar. Assim seria se todos fôssemos racionais e respeitosos nesse debate. Mas não o somos. Percepcionamos ataques às nossas ideias como ataques pessoais; sentimos dor ao abandonarmos as nossas ideias em prol das de outros; e no meio disto especializamo-nos no ataque como melhor defesa: tornamos debates de ideias em lutas de egos.

Até este ponto tenho aqui um belo texto escrito, e se quisesse podia ficar por aqui. Mas felizmente posso apresentar soluções em vez de criticar apenas:

Existe um método chamado "Six Thinking Hats" que permite substituir o debate como forma de discussão intelectual. Este método é usado pelo mundo fora para conseguir reuniões e processos de tomada de decisão mais eficientes e é uma pena que não faça parte do programa do ensino básico. Podem ver aqui uma apresentação que o Pedro Carrilho fez sobre o método.
Quem estiver interessado neste tema pode também ler o livro "New Thinking for the New Millenium" do Edward de Bono.

Daquilo que me apercebi (corrijam-me se estiver errado) quando vi o debate sobre o Estado da Nação, na assembleia da república os membros do governo (os peixes grandes pelo menos) ficam sentados numa parte mais alta, ficando de frente para as pessoas menos importantes - como se não fosse suficiente haver já uma diferença quantitativa no número de assentos de cada partido...
Está-me a querer parecer que o arquitecto que desenhou o espaço não tinha lido o livro "Linguagem Corporal", porque isto de meter a malta frente-a-frente apenas contribui para que se vejam como adversários. Aproveito para lançar a dúvida sobre a possibilidade de ter a cadeira do chefe num ponto mais elevado alimente de alguma forma a necessidade de chegar mais alto por parte das pessoas que estão mais abaixo na hierarquia. :)

Ah! Lembrei-me agora de uma imagem que me marcou no debate sobre o estado da nação. Aquela gente parecia ter 6 anos de idade (sem querer faltar ao respeito aos meus leitores de 6 anos de idade). Enquanto um falava (estando apenas o seu microfone activo) os alvos dos ataques ou das críticas barafustavam e tentavam expressar por gestos o seu descontentamento, isto enquanto que as pessoas que estavam ao pé do orador diziam "Muito bem! Muito bem!" - isto quando não gesticulavam de volta aos gesticuladores (Pictionary no seu melhor! :P).
Aquilo não era mais que uma batalha de egos ridícula - intensificada pelo facto de apenas serem canalizadas (à falta de melhor termo) para a política pessoas com personalidades fortes e de ideias convictas (se assim não fosse estavam num trabalho das 9h às 19h como o resto dos portugueses).

Bom... tive aqui uma branca pelo que não tenho um fim adequado para este texto. TP!

EDIT: Esqueci-me de referir a entrevista do Spiegel ao autor russo Alexander Solzhenitsyn, a centelha para a escrita deste texto.

Sunday, July 22, 2007

És do Sporting ou do Benfica?

Provavelmente, a pergunta mais frequentemente feita por um português aos filhos do amigo.

De novo é que se torce o pepino. Este processo de conversão começa cedo, mesmo antes que a criança tenha capacidade para compreender o que é "ser de um clube".

Este texto está a surgir de uma ideia que apanhei algures: é tão errado dizer que uma criança é uma "criança católica" ou "criança protestante" como seria dizer que era uma "criança racista" ou "criança xenófoba".
É necessário uma mentalidade desenvolvida para que todas estas ideias ou práticas sejam apreendidas e a pessoa se torne veículo dessas mesmas ideias ou práticas.

Dizer que a criança é católica, protestante, racista ou xenófoba ignora o facto de que cada criança é um receptáculo para nova informação...
Humm... e nós? Classificados pela sociedade como adultos. Não será também errado achar que o nosso processo de aprendizagem terminou, e rotularmo-nos uns aos outros pelas nossas ideias actuais?

Afinal... a essência da vida é a mudança. Não sou a pessoa que era há 2 anos atrás, nem a pessoa que era hoje de manhã antes de ver os programas "Indisciplinas", "Olhar o Mundo" e "A Europa aqui tão perto" (que estreou hoje, mais no próximo Domingo ;)).

Acho que falei sobre isto anteriormente... julgo que não devemos apoiar a ideia de que as crenças das pessoas são imutáveis e rotular as pessoas com base nas ideias que expressaram durante um determinado período da sua vida.
Claro que isto é difícil de fazer (/deixar de fazer). Isto porque todos nós temos um mecanismo de classificação rápida do nosso ambiente circundante. Um sistema que era precioso enquanto andávamos no mato rodeado de perigos mortais para identificar fontes de perigo, mas que não incluí um sistema de revisão de verdade.
Num contexto de sobrevivência individual não há espaço para pensar nas coisas que estão na base da nossa opinião acerca de algo.

Exemplo:
Matilha de Lobos a correr na minha direcção = Perigo -> Fugir (no sentido oposto)
Qualquer indivíduo que perdesse tempo a explorar a origem da sua relação mental Lobo=Perigo não iria viver tempo suficiente para passar tempo a explicar a coisa aos filhos.

Mas nos dias de hoje (pelo menos em parte do mundo) a luta já não é pela sobrevivência diária. E vale a pena investir algum tempo na quebra de alguns relacionamentos mentais que damos como certos.
As vantagens de o fazermos podem ser tão grandes como encontrar um amigo num inimigo ou tão simples como descobrir porque é que afinal és do Sporting ou do Benfica. :)

Saturday, July 21, 2007

Debate sobre o Estado da Nação

Antes de mais quero dizer que parto para a escrita deste texto num estado incómodo. Quando blogo tento ter uma posição informativa pacata, motivadora por vezes. Mas hoje vou entrar com a minha opinião pouco informada, distanciada e quem sabe mais ponderada que aquela dos portugueses que bebem o pânico do dia-a-dia noticioso português.

O tema: o estado da nação portuguesa.
Assisti ontem ao Debate sobre o Estado da Nação que passou em directo na RTP2.
Fica uma crítica para o facto de um programa de importância nacional ser enfiado na RTP2, adiando o programa Sociedade Civil enquanto que na RTP1 passava uma telenovela. O serviço público no seu melhor...

O meu horário laboral nocturno apenas me deixou apanhar o debate num estado já avançado, estando na altura a palavra no lado da oposição.

Faria um resumo do que ouvi nesta fase como:
  1. uma listagem de alguns acontecimentos mediáticos negativos do último ano - usados para mostrar que existe um clima de medo na função pública;
  2. referência, em duas intervenções, ao facto do primeiro-ministro não "viver no mesmo mundo/não ler os mesmo jornais" que nós, porque diz que tudo está bem (algo parecido pelo menos);
  3. mostra das promessas feitas e por cumprir ao longo do último ano;
  4. ataques pessoais e cachopices ornamentadas literáriamente;
Agora faço um fast-forward para as intervenções finais... a malta do governo apresentou uma listagem das coisas que foram feitas, e falou daquilo que estão a fazer em termos de rumo para o país (tendo apresentado dados para justificar as suas afirmações de melhoria).

Desta trapalhada toda, e tenho de lhe chamar trapalhada retirei montes de pensamentos.

A referência da oposição ao facto do primeiro-ministro não "estar no mesmo mundo" deixou em mim a ideia de que realmente isso é verdade, estando a diferença acho que está no facto do primeiro-ministro não ver televisão.
A televisão portuguesa mete a minha mãe em sofrimento com a morte da senhora que tinha cancro e mesmo assim foi metida a trabalhar e com o professor que foi despedido por supostamente dizer mal do Sócrates. Não que aprove qualquer um dos acontecimentos...
A questão é que o governo de um país não é isto. Não se pode medir em acontecimentos pontuais e na vida/morte de algumas pessoas. Ao nível económico as ferramentas ao dispor do governo são poucas e com retornos a longo-prazo. A governação tem de ser feita com o futuro em mente e parece-me, novamente da minha posição limitada, que este governo tem essa visão de futuro.

Ainda sobre isto, recebi por mail hoje um artigo de título, Falar baixinho, que terá sido publicado na Visão que faz um belo apanhado do que vai na mente dos portugueses, e que ao fazê-lo reforça essa mesma ideia nas suas cabecinhas!
A coisa começa assim:
Falar baixinho, não criticar o chefe à frente dos colegas, evitar contar anedotas sobre a licenciatura do primeiro-ministro. Se vivemos em democracia, porque é que - nas escolas, nos hospitais e na administração pública - se voltou a viver em clima de medo? O que é que (ainda) nos resta do Portugal amordaçado?

Obah! Obah! Adoro quando sei a resposta a estas coisas. :)
Voltou-se a viver num clima de medo porque os meios de comunicação social vivem exclusivamente das polémicas, vivendo da desgraça alheia e alimentado todas as possíveis conspirações sociais, tramas e afins. Mesmo quando eles não existem, facilmente surgem - nem que seja deixado no ar pela dúvida expressa por um jornalista.

O artigo começa por apresentar uma caixinha com "Os episódios da polémica", seguindo-se blocos de texto com o título "Cavaquinhos e socratezinhos", "Salazar faz falta" e "Ninguém nos cala". Só por aí julgo que já dá para definir as expectativas quanto à qualidade informativa do conteúdo. Acho que o artigo não faz mais que alimentar isto a que eles chamam polémica e apenas no fim apresentam algo que considero importante e "útil":
Há três meses, no discurso das comemorações do 25 de Abril, Cavaco Silva havia recomendado que "Portugal deve pensar-se como democracia amadurecida". Agora, o Presidente da República repetiu o aviso, argumentando ser necessária "uma mudança de atitude" para que haja uma melhoria da qualidade da democracia portuguesa. António Costa Pinto, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, considera que a recomendação de Cavaco Silva "não remete tanto para actos de autoritarismo burocrático-administrativo, como para o facto de estarmos muito afastados da União Europeia em indicadores como o controlo por parte da sociedade civil dos actos governativos, a participação cívica e a capacidade crítica da comunicação social e da opinião pública".

Não podia estar mais de acordo com o Cavaco e o António. E daqui retiraria o verdadeiro Estado da Nação: uma realidade onde o governo governa, a população e a oposição criticam e onde as comunicação entre toda esta gente é feita ao rumo da agenda mediática dos meios de comunicação social.

Ena, até saiu um belo texto. :)

Agora toca a enxovalhar os meus leitores. Se és um daqueles que achas veementemente que todos os políticos são uns aldrabões e que tudo está mal deixa-te de merdas e faz alguma coisa. Ficam aqui algumas sugestões:
  • compra uma estação de televisão ou um jornal diário;
  • passa a incluir a TV2 no teu zapping de canais (meaning informa-te e sê crítico quanto à informação que recebes);
  • mede o teu nível de portuguesice (tenho de fazer uma calculadora online para isto) e luta para o baixar até valores mais elevados de positivismo e interesse pela nação;
  • emigra!;
  • se não és capaz de emigrar porque "cá é que é bom" então pára de te queixar de uma vez!
Concluo com um pensamento acerca do clima de medo que todos sentimos no trabalho (eu por acaso hoje mudei o escritório para a casa de banho e devo dizer que aqui o clima de medo é do pior):
Este medo não deriva da possibilidade de perdermos o emprego se dissermos mal do governo, mas da possibilidade de perdermos o emprego por algo que estamos tão habituados a fazer: dizer mal.

Thursday, July 19, 2007

Descoberta da cura para o medo

Foi descoberta a cura para o medo.

De acordo com um artigo no Journal Nature Neuroscience, uma equipa de bio-quimicos (é assim que se escreve?) do MIT identificaram um mecanismo molecular por detrás do medo, e conseguiram curá-lo com sucesso em ratos.

Se for possível replicar este sucesso em humanos as implicações são brutais. :)

Fonte: Press Esc

Tuesday, July 17, 2007

A sociedade da informação

Aviso: Segue-se texto saído fluentemente e não processado. :P

Por vezes dou por mim a deambular na exploração de novas ideias e encontro pequenas coisas que coincidem, que fazem clique.
Pequenas coisas que contribuem para a forma como vejo o mundo. Livros que complementam leituras anteriores; viagens que me fazem crescer e dão origem a oportunidades maravilhosas.

Double Your Dating -> O Gene Egoísta -> Programação Neuro-Linguista -> Linguagem Corporal -> The Wisdom of Crowds -> Social Inteligence -> Europa -> Economia-> Globalização -> Segunda Guerra Mundial -> História -> 100 Ideas for Teaching Thinking Skills -> O lado oculto do petróleo -> Made to Stick -> Templates Publicitários -> Memes
Que emaranhado este.

Qual o sentido da vida? - perguntam ao filósofo.
Descobrir alguma coisa mais importante que nós mesmos e viver para essa causa.
-> Os seres humanos são os únicos seres vivos que colocam outras intenções à frente da sua biologia.

Vi isto agora num vídeo do TED filmado em 2002 e ontem nos últimos minutos de uma mini-série que falava dos seres humanos e naquilo que nos diferencia dos restantes animais.

Vi um episódio do Indisciplinas que repetia o Social Inteligence.

Não é o destino a pregar-me partidas e a guiar-me por um caminho mágico que entrelaça todos estes eventos, é antes a sociedade da informação que começa a integrar-se com o indivíduo.
A quantidade de informação disponível é avassaladora. Facilmente perco horas a explorar mais e mais conteúdo interessante, conteúdo que sinto que foi feito para mim, que coincide com as minhas ideias e que as expande para novos caminhos.

Recebo um telefonema para ir ao cinema, 10 segundos decorridos e tenho o horário para o cinema das Caldas no browser à minha frente. Está tudo aqui. Aí. Na rede.

Para evitar fugir ao tema, fico-me por aqui.

TED - Ideas worth spreading

Once a year...
1000 remarkable people gather in Monterey, California
to exchange something of incalculable value
Their Ideas!

Esta é a penas uma:
http://www.ted.com/index.php/talks/view/id/128

Sunday, July 01, 2007

Visita de Hugo Chávez à Rússia

O presidente da Venezuela esteve de visita à Rússia onde foi tanto bem como mal recebido.
Por um lado não lhe foi dada a devida importância na sua visita como chefe de estado (para evitar levantar ondas nos states) mas por outro lado num encontro com deputados da Duma foi o pandan.

O pandan é muito giro, mas no meio dessa notícia houve algumas coisas que me chamaram a atenção:
Hugo Chávez reafirmou também que a Rússia e a Venezuela detêm uma fatia significativa da exploração mundial do petróleo, defendendo que Moscovo e Caracas devem coordenar os preços desse combustível e dar início a projectos conjuntos nessa área.

“A mão do imperialismo quer afastar a Rússia da Venezuela, mas devemos unir-nos em torno de interesses económicos comuns” – teria afirmado Chávez, segundo a deputada Drapeko.
Onde está escrito "mão do imperialismo" deve ler-se "Estados Unidos da América" e onde está escrito "coordenar os preços desse combustível" deve ler-se "usar o petróleo como arma", neste caso como forma de ataque contra os states...

Tenho a sensação que isto ainda vai dar molho! Para terem mais algum contexto dêem uma vista de olhos aqui e aqui.

E agora... sintonizem na RTP2. Está a dar um programa fixe chamado "Olhar o Mundo" - a resposta às minhas preces de informação importante a passar na televisão pública! :D