Agarramos neles, analisamos a capa, lemos o resumo da capa de trás, pensamos se vale a pena e, se sim, iniciamos a nossa viagem.
Capturam-nos para a vida de outros, levam-nos a sítios longínquos, espacial ou temporalmente. Permitem-nos fugir às nossas tristezas e vidas monótonas, dão-nos novas sensações e abrem-nos a mente a novas ideias.
Quanto dos livros passa para nós? Continuaremos a ser as mesmas pessoas depois de acompanhar as vidas de outros?
No meu caso particular, penso que sou afectado, o envolvimento que acompanha a leitura deixa-me vulnerável às ideias transmitidas. A história, as personagens, esqueço-as rapidamente, no entanto, existem ideias que ficam. Já dei por mim transmitindo opiniões que não eram as minhas (para depois acabar a puxar pela cabeça na esperança de descobrir qual o livro que me afectou).
Friday, July 16, 2004
Thursday, July 15, 2004
O fado das nossas vidas
Segue-se uma dissecação do destino, espero que reflictam e comentem.
GO!
Definição da infopedia:
poder superior à vontade do homem que se supõe fixar de maneira irrevogável o curso dos acontecimentos.
Unicidade:
Da definição retira-se que, se o destino existe, então este corresponde a UM único curso inalterável de acontecimentos.
O Homem que lava as mãos:
Num mundo onde o destino exista, tudo está definido a priori, inclusivé as acções que as pessoas vão tomar (não há nada que uma pessoa possa fazer para alterar este facto).
Nesse mundo, o pré-determinísmo dos acontecimentos resulta na remoção da responsabilidade das pessoas sobre os resultados dos seus actos, estas não têm controlo sobre as suas acções, são meros actores numa peça que já foi escrita.
Os fantoches:
A existência do destino retira ao Homem o poder da escolha, assim como todos os méritos e culpas.
Fica apenas a sequência que pensamos controlar.
A dimensão do destino:
Quando pensamos no destino, pensamos no nosso. Raramente nos apercebemos da interligação que leva ao verdadeiro destino, o de tudo e todos. E aqui se vê o erro, a ligação semântica que todos fazemos e que sem querer eu mesmo fiz. Isto de que falo não é de destino, mas das relações causa-efeito, do poder de decisão que temos no presente e que tem efeito no amanhã de todos.
Fin:
Eu não acredito no destino. Acredito no poder de decisão do indivíduo, e na construção do passado e do futuro no presente.
E tu, em que acreditas?
GO!
Definição da infopedia:
poder superior à vontade do homem que se supõe fixar de maneira irrevogável o curso dos acontecimentos.
Convém relembrar que em teorias como a do "Regresso ao Passado", em que o presente era alterado devido a diferentes ocorrências (no passado), não se tratava de alterações a um curso de acontecimento, mas sim da criação de vários cursos de acontecimentos paralelos resultantes de relações causa-efeitos.
Unicidade:
Da definição retira-se que, se o destino existe, então este corresponde a UM único curso inalterável de acontecimentos.
O Homem que lava as mãos:
Num mundo onde o destino exista, tudo está definido a priori, inclusivé as acções que as pessoas vão tomar (não há nada que uma pessoa possa fazer para alterar este facto).
Nesse mundo, o pré-determinísmo dos acontecimentos resulta na remoção da responsabilidade das pessoas sobre os resultados dos seus actos, estas não têm controlo sobre as suas acções, são meros actores numa peça que já foi escrita.
Os fantoches:
A existência do destino retira ao Homem o poder da escolha, assim como todos os méritos e culpas.
Fica apenas a sequência que pensamos controlar.
A dimensão do destino:
Quando pensamos no destino, pensamos no nosso. Raramente nos apercebemos da interligação que leva ao verdadeiro destino, o de tudo e todos. E aqui se vê o erro, a ligação semântica que todos fazemos e que sem querer eu mesmo fiz. Isto de que falo não é de destino, mas das relações causa-efeito, do poder de decisão que temos no presente e que tem efeito no amanhã de todos.
Fin:
Eu não acredito no destino. Acredito no poder de decisão do indivíduo, e na construção do passado e do futuro no presente.
E tu, em que acreditas?
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