Friday, September 14, 2007

Água como combustível HOJE!

Stanley Meyer é o nome de um inventor americano que passou os últimos anos da sua vida (terá sido morto por envenenamento) a trabalhar na criação de um carro que se movia apenas utilizando água. Cum caraças poderão pensar! Eu pensei o mesmo e estive a investigar a coisa.
O seu interesse em energias alternativas iniciou-se aquando do "embargo" de petróleo aos Estados Unidos. Vendo a dependência que o seu país tinha de petróleo estrangeiro, meteu mãos à obra e trabalhou no dito sistema que usava água como fonte de energia. Há que louvar a sua originalidade, dado que para os dirigentes da altura a única solução é invadir países produtores de petróleo. :)

O gajo criou o carro, fez uma viagem nos Estados Unidos para mostrar o mesmo a funcionar, apareceu em programas de televisão e depois ... puff. Zero notícias, e nada de carros movidos a água.
Aparentemente a queda da invenção terá ocorrido depois de dois dos investidores o terem colocado em tribunal por fraude. As afirmações que terão levado a que fosse considerado culpado resultaram de uma análise da viatura por 3 peritos (identidade não referida) que concluíram que "não havia nada de revolucionário acerca da célula [de combustível que usava água] e que esta estava simplesmente a utilizar electrólise convencional".
Enfim... depois disso nunca mais se ouviu falar de motores a água...
Mas não quer dizer que a tecnologia não continuasse por aí! Acho que foi o irmão que ficou com as patentes e toca de ir para o Canadá fazer uma empresa de nome Xogen. Carros claro? Nop... Tratamento de águas residuais!
Se consultarmos a página deles e procurarmos detalhes sobre a sua tecnologia encontramos isto logo à cabeça:
Xogen's patented technology uniquely splits the water molecule into a 2 to 1 mixture of hydrogen and oxygen gas with less electrical current than is predicted by standard laws of electrolysis.

Que em português é algo como:
A tecnologia da Xogen divide uma molécula de água numa mistura 2 em 1 de hidrogénio e oxigénio necessitando para o efeito de menos energia eléctrica que aquela que é prevista pelas actuais leis que regem a electrólise.
Aqui podemos começar a duvidar... se calhar o Stanley Meyer não era tão tangoso como os especialistas disseram. Imaginem os lobbies que terão rodeado aquele julgamento!! Acho que se comprava bem um ou outro perito só para abafar a coisa.
Agora passando para a parte mais gira! As patentes da tecnologia em questão expiraram em Junho deste ano e agora são domínio público! ;)
Ou seja, quem quiser pode consultar os detalhes da patente e recriar a experiência! Felizmente para o leitor interessado, parece que já existem pessoas a fazer exactamente isso com SUCESSO! Infelizmente... parece que a sombra continua a pairar sobre quem mexe com esta tecnologia.
Se quiserem recursos para testarem por vocês (e não tiverem medo de governos fantasma) passem pela página deste projecto open source que tenta reunir os resultados dos vários experimentadores pelo mundo fora.

Não estando à vontade com a colocação de informações não fundamentadas fui à procura de fundamentos teóricos que elevassem estas experiências acima do nível de bullshit. E parece que encontrei o que queria na "electrólise de plasma". E a melhor parte é mesmo que isto é algo que está a ser feito por cientistas e não apenas por inventores de garagem, o que pode levar a uma maior aceitação do conceito pelas massas. :)

As consequências de termos esta tecnologia a funcionar são vastas e trazem a esperança de um
mundo menos poluído. Se se vier a provar que o falecido Stanley Meyer tinha uma invenção que não estava apenas na sua cabeça, então lamento imenso que esta seja esmagada até ao esquecimento e que tenham sido necessários 16 anos (de poluição) até que o seu trabalho voltasse a ter um lugar na ribalta.
Podem consultar mais detalhes sobre a vida e invenções de Meyer neste blog.

Fico muito feliz por olhar para esta informação e ver que a Internet permitiu que esta se replicasse até ao ponto em que não era mais possível contê-la. Ao colocá-la aqui conto ajudar nesse processo.

2 comments:

whyme said...

Eu não percebo nada de química mas ...essa história de electrólise pressupõe o uso de água doce, ou ñ? É q se for assim não sei até q ponto vale a pena investir nisto. É que já só devem faltar umas décadas para a água ficar mais cara que o petróleo... Fica aqui esta ideia talvez absurda que me veio logo à cabeça.

Davide said...

Água do mar também dá! :)
Até porque dá para tirar o sal à água do mar. :D