Provavelmente, a pergunta mais frequentemente feita por um português aos filhos do amigo.
De novo é que se torce o pepino. Este processo de conversão começa cedo, mesmo antes que a criança tenha capacidade para compreender o que é "ser de um clube".
Este texto está a surgir de uma ideia que apanhei algures: é tão errado dizer que uma criança é uma "criança católica" ou "criança protestante" como seria dizer que era uma "criança racista" ou "criança xenófoba".
É necessário uma mentalidade desenvolvida para que todas estas ideias ou práticas sejam apreendidas e a pessoa se torne veículo dessas mesmas ideias ou práticas.
Dizer que a criança é católica, protestante, racista ou xenófoba ignora o facto de que cada criança é um receptáculo para nova informação...
Humm... e nós? Classificados pela sociedade como adultos. Não será também errado achar que o nosso processo de aprendizagem terminou, e rotularmo-nos uns aos outros pelas nossas ideias actuais?
Afinal... a essência da vida é a mudança. Não sou a pessoa que era há 2 anos atrás, nem a pessoa que era hoje de manhã antes de ver os programas "Indisciplinas", "Olhar o Mundo" e "A Europa aqui tão perto" (que estreou hoje, mais no próximo Domingo ;)).
Acho que falei sobre isto anteriormente... julgo que não devemos apoiar a ideia de que as crenças das pessoas são imutáveis e rotular as pessoas com base nas ideias que expressaram durante um determinado período da sua vida.
Claro que isto é difícil de fazer (/deixar de fazer). Isto porque todos nós temos um mecanismo de classificação rápida do nosso ambiente circundante. Um sistema que era precioso enquanto andávamos no mato rodeado de perigos mortais para identificar fontes de perigo, mas que não incluí um sistema de revisão de verdade.
Num contexto de sobrevivência individual não há espaço para pensar nas coisas que estão na base da nossa opinião acerca de algo.
Exemplo:
Matilha de Lobos a correr na minha direcção = Perigo -> Fugir (no sentido oposto)
Qualquer indivíduo que perdesse tempo a explorar a origem da sua relação mental Lobo=Perigo não iria viver tempo suficiente para passar tempo a explicar a coisa aos filhos.
Mas nos dias de hoje (pelo menos em parte do mundo) a luta já não é pela sobrevivência diária. E vale a pena investir algum tempo na quebra de alguns relacionamentos mentais que damos como certos.
As vantagens de o fazermos podem ser tão grandes como encontrar um amigo num inimigo ou tão simples como descobrir porque é que afinal és do Sporting ou do Benfica. :)
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1 comment:
Viva ao SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!! ;)
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