Friday, June 15, 2007

Contra-Terrorismo preventivo e (inseparavalmente) religião

Graças ao Digg apanhei um artigo interessante que relata o extremo a que a prevenção do terrorismo pode atingir.
De seguida apanhei outro artigo que fala do clima de paranóia que pode ser criado, mesmo sem ameaças terroristas concretas. Acerca do mesmo tema, o autor explica que o alvo do terrorismo não são as pessoas que morrem - essas são apenas danos colaterais parte das suas tácticas - o verdadeiro alvo são os milhões de pessoas que são aterrorizadas pelos seus actos. Com esta perspectiva torna-se claro que está nas nossas mãos dar ou não poder aos terroristas: escolhendo se vamos deixar que os seus actos afectem a maneira como vivemos a nossa vida, e interpretamos o mundo.

Estes artigos levaram-me até um excelente texto que fala da "Justiça Profética" que está em prática no EUA. Segue-se uma tradução do sub-título:
Os Estados Unidos estão agora a indiciar suspeitos de terrorismo com base nas suas intenções, e não apenas nas suas acções. Mas no caso de extremistas Islâmicos, como é que os juristas Americanos podem pesar de forma justa palavras e crenças quando os próprios Muçulmanos não estão de acordo quanto aos seus significados?

O texto, de várias páginas, é uma leitura que mostra que o julgamento de suspeitos de terrorismo está embrenhado em discussões religiosas sobre o Islão, por parte de pessoas não educadas acerca dessa religião, e que assim recebem educação ad-hoc e potencialmente enviezada. Se tiverem tempo, é mais uma leitura recomendada!

Bom e agora uma coisa que me lembrei enquanto lia. No texto é referida a crise de autoridade pela qual o Islão passa actualmente. Durante séculos, o Corão apenas esteve disponível na língua Árabe, sendo a sua interpretação exclusiva por clérigos estudiosos. Mas recentemente, têm vindo a surgir cada vez mais "traduções/interpretações" - que permitem a qualquer leigo fazer a sua interpretação dos escritos.
Com o advento da Internet, esta mudança de autoridade tornou-se mais dramática, porque qualquer pessoa pode tornar-se um porta voz e reunir seguidores.
Nota: Espero não estar a dizer nada de errado aqui, a religião é um tema sensível e não quero ofender ninguém.

O que me passou pela cabeça enquanto lia sobre isto, activado pelas minhas próprias ideias acerca da religião católica, foi um episódio de uma série chamada "The Red Dward".
O episódio chama-se "Waiting for God", e se não tiverem tempo podem concentrar-se apenas nos primeiros 3 minutos da segunda parte, e 4 minutos da terceira parte que estou a partilhar aqui.





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